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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Acidentes de trânsito no Paraná causaram 9,3 mil internações pelo SUS

By admin


Dados da Secretaria de Estado da Saúde mostram que, em 2016, o Paraná registrou 9.306 internações na rede pública de saúde, decorrentes de acidentes de trânsito. Foram 2.692 mortes. No mesmo período, o Detran-Pr registrou que 61.200 veículos se envolveram em acidentes de trânsito com vítima em todo o Estado.


“Os dados preocupam e evidenciam a necessidade de conscientizar a população sobre as causas dos acidentes e as maneiras para diminuí-los”, enfatiza o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto. Em 2016, o custo com internações por acidentes de trânsito ultrapassou R$ 12,7 milhões. Os índices são referentes à primeira entrada no hospital e não consideram necessidades futuras, como próteses ou tratamentos prolongados.


“Por causa de alguns segundos de distração, toda a vida da pessoa é alterada. Isso gera um custo social que muito maior do que o custo médico. Quanto vale a vida de uma pessoa que se acidenta e não consegue mais exercer sua profissão”, disse o diretor de política de urgência e emergência da Secretaria da Saúde, Vinicius Filipak.


Uma das principais causas dos acidentes é a falha humana. O descuido, o excesso de velocidade e confiança e os exageros na mistura de álcool e direção fazem com que o comportamento social seja um dos principais fatores deste problema.
“Um comportamento mais adequado do cidadão que usa o veículo e do pedestre evitaria 95% dos acidentes de trânsito”, afirma o diretor do programa Paraná Urgência, da Secretaria da Saúde, Vinicius Filipak.


Tendências
Do total de acidentes com veículos envolvendo vítimas no Estado, cerca de 32% foram com motocicletas (20.105 casos), conforme dados do Detran. Destes, segundo o SUS, 3.656 geraram internamentos e 642 resultaram em morte do condutor, colocando-as em segundo lugar no ranking dos acidentes. Usar o celular enquanto dirige, ou prestar mais atenção nele do que no trânsito, também aumentam os riscos de ocorrer uma fatalidade. “O celular chama mais a atenção no trânsito do que o próprio trânsito”, diz Juçara Ribeiro, coordenadora de Educação para o Trânsito do Detran-PR.


Outro perigo é o álcool. Em 2016, a maior ocorrência de acidentes não fatais foi de pessoas com a faixa etária entre 18 e 29 anos (16.481 casos). Este é, segundo o Detran-PR, o grupo mais propenso a consumir álcool e dirigir.


Sob o efeito do álcool, alguns motoristas podem alterar, além da percepção, a personalidade. “O álcool e as drogas fazem com que as pessoas atrás do volante modifiquem suas características. Por vezes uma pessoa pacata passa a ser mais agressiva. Esta é uma das razões de o Brasil ser o quarto país no mundo que mais mata no trânsito, logo atrás de China, Índia e Nigéria”, ressalta Antônio Zanatta Neto, tenente-coronel do Batalhão da Polícia Rodoviária Estadual do Paraná.


Foto – Venilton Kuchler


Via:: Jornal de Colombo



Acidentes de trânsito no Paraná causaram 9,3 mil internações pelo SUS

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