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terça-feira, 16 de maio de 2017

Paraná alerta para números alarmantes de intoxicação por medicamentos

By admin


Dados da Secretaria de Estado da Saúde mostram que desde 2012 o Paraná já registrou 17969 casos de intoxicação causada por medicamentos. Apenas no ano passado, o número chega a 4053. Mais de metade destes casos ocorre com pessoas entre 20 e 49 anos e pouco mais de 71% das vítimas são mulheres.


“Esses dados mostram a necessidade de conscientizar a população sobre o uso racional de medicamentos. A automedicação pode mascarar sintomas ou até mesmo provocar intoxicações graves e é importante que as pessoas saibam como evitar essas situações”, ressalta o secretário estadual da Saúde Michele Caputo Neto.


Os números assustam, e com razão. No comparativo, por exemplo, com os casos de intoxicação envolvendo agrotóxicos de qualquer natureza (883), o número de casos de intoxicação por produtos químicos (1834) ou os casos envolvendo intoxicação pelo uso de drogas (3956), no mesmo período, é possível verificar que os medicamentos estão na liderança absoluta.


A Secretaria revela, ainda, que mais de cinco mil destes casos ocorreram em virtude de fatores como a má conservação do medicamento e a ingestão de produtos fora do prazo de validade, erros na prescrição ou administração e a automedicação.


Uso racional
O uso racional de medicamentos é um conceito onde o paciente recebe todas as informações necessárias para que faça o melhor uso do tratamento prescrito. Desde o porquê de sua recomendação até qual a maneira correta para armazená-lo em casa.


“A orientação para uso racional de medicamentos visa despertar uma maior consciência para o assunto evitando que, por exemplo, as pessoas se automediquem ou saiam de um consultório médico com dúvidas. Algo que infelizmente ainda é frequente”, destaca o chefe da divisão de Vigilância Sanitária de Produtos, Luciane Otaviano de Lima.


A Secretaria de Estado da Saúde ainda ressalta que idosos merecem atenção especial neste assunto. As pessoas com maior idade costumam consumir uma maior gama de medicamentos diariamente.


O Conselho Regional de Medicina ressalta a importância de se seguir uma receita ao pé da letra. “A receita é a complementação do ato médico”, afirma o pediatra Maurício Marcondes Ribas, conselheiro corregedor geral do CRM-PR. Para o conselheiro, por mais que os sintomas sumam, o tratamento deve ser feito até o final. “Uma dor de ouvido, por exemplo, pede sete dias de tratamento. Mas depois do quarto ou quinto dia, quando os sintomas somem, o paciente não deve parar de tomar o remédio, para que o tratamento seja eficaz”, enfatiza Ribas.


Foto – Divulgação


Via:: Jornal de Colombo



Paraná alerta para números alarmantes de intoxicação por medicamentos

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